por Talita Thein

As marcas de moda seguem sendo as mais destemidas quando o objetivo é avançar em awareness por meio de branded content audiovisual.
Recentemente, a Gucci lançou “Strange Love”, uma série audiovisual que é parte da sua coleção de outono/2016 e representa bem a relevância da escolha para a moda. São quatro filmes dirigidos pela Gia Copolla, neta do Francis Ford, que faz parte do “tempo atual” da marca, que está construindo uma nova identidade com muito sucesso desde a chegada do seu novo diretor criativo Alessandro Michele há um pouco mais de um ano, e tem se aproximado do público mais jovem e ligado nas tendências.
O primeiro filme disponível, “O Mito de Orfeu e Eurídice” captura uma versão moderna dos tecidos leves e vestidos longos vitorianos que existem no universo da marca há algum tempo e que está chegando de novo no seu ápice de individualidade- fashion - tendência - do - momento. Um filme que não é só lindo, tem uma cinematografia de primeira e um baita storytelling para mais uma vez dar vida para essa história de amor, forte ponto de partida para todo o teor da nova coleção, e encher de dinheiro o cofrinho da marca tornando todos os looks objeto de desejo pesado da estação.
Esse conteúdo foi produzido pelo 23storiesXCondé Nast, estúdio de branded content da Condé Nast, editora da Vogue, Wired e The New Yorker nos Estados Unidos. O estúdio produtor de storytelling (é assim que se apresentam) aproxima os universos de suas marcas com outras como Pantene, Microsoft e Lincoln. Nesse caso os filmes são uma parceria entre a Vogue e a Gucci.
Só para ilustrar, dois casos de storytelling de sucesso para marcas de moda que decidiram se apropriar no audiovisual: o filme de Roman Polanski para a Prada em 2012 e o fashion film do Gareth Pugh com o Ruth Hogben.